Você sabe o que é um Carrinho de emergência?

sexta-feira, 10 de maio de 2019 13:34:49 America/Sao_Paulo

Saiba o que é um Carrinho de Emergência! 

O carrinho de emergência (CE) é uma estrutura móvel, um armário hospitalar composto por gavetas providas com materiais, medicamentos, fármacos e equipamentos necessários, indispensáveis para o atendimento do cliente em situações de urgências, médicas, socorros imediatos, principalmente em casos de reanimação cardiorrespiratória.

O CE recebe o nome móvel por ter o papel de armazenar medicamentos, equipamentos e soros necessários na emergência. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a nomenclatura mais adequada é Carrinho de Emergência e frequentemente na rotina hospitalar, ele também é conhecido como carro de parada.

O Carrinho de Emergência é um item importante em unidade de atendimento hospitalar ambulatorial e clínicas, para que na emergência se tenha um bom uso e êxito nos procedimentos. A equipe precisa saber lidar com a manipulação deste móvel, necessitando de um treinamento adequado. Um bom atendimento é essencial para qualquer Centro Médico.

O (CE) é considerado uma ferramenta útil e segura para a qualidade de assistência em parada cardiorrespiratória. O Carrinho de emergência tem como principal objetivo a facilitação do acesso à equipe médica e de enfermagem às drogas, equipamentos e materiais de emergência de forma mais rápida e dinâmica.

A parada cardiorrespiratória (PCR) é um dos agravamentos de caráter emergencial que um paciente hospitalizado na UTI pode apresentar. A PCR é um momento crucial para o paciente e também para a equipe, para a execução eficaz da reanimação dependem da suficiência de material, equipamentos, qualidades dos medicamentos, favorecendo o sucesso do procedimento.  O desfibrilador, com um monitor e uma tábua de compressão torácica são itens fundamentais do carrinho. Estes itens ficam junto ao CE.  O carrinho de emergência vem a ser uma ferramenta segura para qualidade de assistência em parada cardiorrespiratória.

A parada cardiorrespiratória (PCR) é conceituada como a cessação das atividades respiratórias e circulatórias efetiva. A reanimação cardiorrespiratória é um conjunto de intervenções que tem por objetivo restabelecer a circulação efetiva e a oxigenação tissular. A PCR exige atuação imediata uma vez que a chance de sobrevivência após o evento varia de 2% a 49% dependendo do ritmo cardíaco inicial e do início precoce da reanimação.

A PCR é a situação máxima de atenção e exige experiência e habilidade da equipe interdisciplinar. O CE é uma ferramenta fundamental e este deve possuir divisórias que permitam esta organização tanto de medicações quanto de materiais. 

Setores que devem obter estes carrinhos:

  • Unidade de Internação;
  • Pronto Socorro;
  • Unidade de Terapia Intensiva;
  • Unidade Coronariana;
  • Centro Cirúrgico;
  • Unidade Ambulatorial;
  • Hemodinâmica.

 Público alvo

Clientes hospitalizados ou ambulatoriais que precisam de atendimento emergencial, como parada cardiorrespiratória, comprometimento das vias aéreas/ventilação, inst. Hemodinâmica progressiva, choque, hemorragia intensa, erupções cutâneas com comprometimento das vias aéreas, perda súbita do nível de consciência, convulsões, entre outros.

 Objetivos

  • Padronização os medicamentos, materiais e equipamentos constituintes do carro de emergência;
  • Padronização de rotinas de organização, checagem, testagem e limpeza do carro de emergência e de seus componentes acessórios (desfibrilador, laringoscópios e outros)
  • Definir responsabilidades;
  • Assistência, eficiente e de qualidade dos clientes.

 

 Padronização dos CE

O Carrinho de Emergência é um móvel mais que necessário e é usado principalmente, nos casos de paradas cardíacas e outras situações que requerem socorros imediatos.  Diante da sua necessidade, é proposta a padronização dos carros de emergência, com o objetivo da homoneização de conteúdo e quantidade de material dos carrinhos nas diferentes unidades. Com o intuito de agilizar o atendimento de emergência e reduzir o desperdício. Todos profissionais devem saber utilizar o carrinho de emergência de maneira sistemática e orgânica.

Por uma necessidade imediata que pode se ter do carrinho para laboratório em aço inox a SBC propõe padronização para todos os carrinhos de emergência, a fim de igualar os equipamentos neles e o lugar de cada um.

 

O objetivo de homogeneizar o conteúdo e a quantidade de material dos carros de emergência nas diferentes unidades tem como finalidade a agilidade do atendimento de emergência e sua padronização é proposta pela SBC com base na American Heart Associaton (AHAA).

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) a padronização dos CE segue:

  • Idade da vítima: adulto e/ou infantil;
  • Local do evento: Unidade de internação, pronto socorro, UTI, CC, unidade ambulatorial, hemodinâmica.

A organização desses carros deve está baseada de acordo com o único protocolo internacionalmente aceito para esta finalidade. Segundo este protocolo, o carro de emergência deve ser dividido em quatro prioridades:

  • Avaliação diagnóstica;
  • Controle das vias aéreas para acesso vascular;
  • Controle circulatório de medicamentos para emergências.

 Em cada nível de protocolo são definidos:

  • No nível 1- Itens essenciais, que devem estar disponíveis imediatamente; Nível 2- Altamente recomendado, que devem estar disponíveis no máximo em 15 min.
  • Nível 3- Itens recomendados, mas opcionais.

Na prioridade dos itens para avaliação diagnóstica encontramos os itens que são considerados do nível 1, que são: monitor/desfibrilador com marcapasso externo, com monitorização nas pás, com no mínimo três derivações e onda bifásica, material de proteção (luvas, máscaras e óculos), oxímetro de pulso, eletrodos e gel condutor. Os itens de nível 2 são: dextro e os níveis 3 são: o gerador de marcapasso. 

Cada carrinho é projetado com o intuito de favorecer a organização de medicamentos e instrumentais. O CR deve conter pés em forma de rodinhas para colaborar no deslocamento, possuir gavetas suficientes para estocar todo o material de forma ordenada, organizada, dispor de etiquetas identificadoras com diferentes componentes e está localizado em um espaço fácil e acessível com áreas amplas e portas largas para facilitar sua condução para o local do atendimento.

Os equipamentos, suas quantidades e a quantidade de substâncias devem ser estipulados de acordo com a necessidade e demanda que cada Centro Médico precisa.  Sempre se deve tirar o desnecessário e colocar os materiais necessários no carrinho para transporte de amostras, evitando assim o desperdício e favorecer a rapidez e agilidade no atendimento. Não podem faltar drogas e nem medicamentos e devem ser organizados de forma que fiquem disponíveis e fáceis para manuseio. 

A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estabelecida segundo a necessidade da área e rotina institucional. Todo material deve está a disposição naquele momento de forma imediata. Ajudando os médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem a atender de forma sistematizada e adequada. A equipe deve está atenta quanto à reposição destes itens e quem compra este móvel deve se realizar uma pesquisa de preços, pois existem variados equipamentos e de diferentes tamanhos. No CE os materiais devem ser arrumados de forma organizada de todo material a fim de reduzir o desperdício de tempo e material.

 Quem é responsável pela conferência do CE?

Este carro é conferido pelos enfermeiros da Unidade conforme protocolo da Instituição e diariamente é testado o desfribilador. Quem geralmente checa o carrinho são os enfermeiros, geralmente diaristas. Após a conferência o Carrinho fica disponível para a equipe médica.

Existe controvérsia se o responsável pelo carrinho é o Farmacêutico, porém na maioria das Instituições são enfermeiros. Cabe ao enfermeiro a verificação sistemática do Carro de Emergência observando a presença e a validade dos materiais e medicamentos listados e o funcionamento do cardioversor.

Segundo a Associação Americana do Coração ( AHAA) é obrigatório a conferência do lacre, das laminas de intubação oro traqueal. Observa-se que existe uma grande dificuldade por parte dos enfermeiros em assumir o cuidado, responsabilidade de organização, conferência e reposição do carro de Emergência. A conferência deve contemplar estoque mínimo, prazos de validade de todo material, assim como o funcionamento do desfibrilador, laringoscópio, ressuscitador manual e outros. Todo material quebrado, vencido ou em quantidade insuficiente deverá ser reposto.

O que encontramos em um Carrinho de Emergência?

O mobiliário adquirido deve cumpre com as todas as normas de segurança advertidas para fornecer confiança aos pacientes. A Mobiloc comercializa o Carrinho de Emergência com qualidade e responsabilidade.

Este móvel contem equipamentos uteis para situações de emergência como intubação, parada cardiorrespiratória, outras situações que precisam de ajuda imediata. O momento de emergência é de extrema importância, a equipe precisa está integrada, reduzindo o estresse. A equipe deve saber localizar os materiais e familiarizada com os itens e sua localização para um bom atendimento.  A realização de uma reciclagem dos treinamentos é muito importante. Com a tecnologia atualizada pode-se implantar dinâmicas mais práticas que facilitem o aprendizado e interação com os colaboradores.   

Por fim, constata-se que se deve lembrar de que a presença de um carrinho de emergência, assim como a disponibilidade de ferramentas e medicamentos, é indispensável para o bom atendimento do centro médico. Além disso, deve-se se atentar sempre para a reposição dos itens. Independentemente de onde for comprado o carrinho, deve-se pesquisar bem os preços, pois existem dos mais variados tipos e tamanhos no mercado.

Como são divididas as gavetas do Carrinho?

A disposição de medicamentos e equipamentos também é separada.

  • Primeira gaveta: Nesta encontra-se os equipamentos mais utilizados. Todos os medicamentos devem ser organizados, de preferência em ordem alfabética e seus diluentes. 
  • Segunda gaveta: São encontrados materiais de punção e sondas nesta gaveta.  A disposição encontra-se materiais necessários para um entubamento emergencial: material para punção venosa, venóclise, manipulação de mediação, entre outros. 
  • Terceira gaveta: encontra-se nestes materiais de intubação. Contém as agulhas e equipos necessários para um acesso venoso, material para sondagem e para aspiração de secreções. Alguns hospitais optam por ter kits para facilitar o atendimento sem alguma intercorrencia. Ex: Kit noradrelalina, kit nipride, kit amiodarona, kit Tridil. 
  • Última gaveta: encontram-se soros fisiológicos, glicosados e todos os tipos de soro necessários para emergência. 

A primeira gaveta deve conter alguns itens: ABD (ampolas com 5ml e 10ml) e Cloreto de sódio (ampola de 10ml a 20%).

  •  Aminofilina (24mg/ml)
  • Bicarbonato de sódio (ampola de 10 ml a 8,4 )
  • Diazepam;
  • Dopamina;
  • Epinefrina;
  • Sulfato de magnésio;
  • Heparina;
  • E entre outros.

A segunda gaveta deve constar os seguintes itens:

  • Agulhas (de 25 x 7 e 40 x 12);
  • Jelco (nº18, 20 e 22);
  • Equipo microgotas e macrogotas;
  • Cateteres;
  • Sondas uretrais de variados tipos;
  • Sonda nasogástrica;
  • Lâmina de bisturi;
  • Nylon com agulha;
  • Seringas;
  • Xilocaína.

A terceira gaveta deve possuir os seguintes medicamentos e itens:

  • Bicarbonato de sódio 5%;
  • Eletrodos;
  • Luvas cirúrgicas;
  • Na quarta e  última gaveta :
  • Soro glicosado;
  • Tubos.
  • Ambu;
  • Cânula de Guedel;
  • Tubo;
  • Lâmina para laringo de variados tipos;
  • Laringoscópio;
  • Látex;
  • Máscara e óculos para proteção.

 Cuidados com o Carrinho de Emergência

  • Mantê-lo sempre organizado de maneira ordenada, reposto e a equipe deve está familiarizada;
  • Excesso de material que dificulte a localização deve ser retirado;
  • Ao lado do carrinho deve está a tábua de reanimação;
  • Critérios de identificação podem ser: ordem alfabética (mais indicado), numérica crescente ou padronização por cores de diferentes contrastes;
  • Gavetas com chaves soam contraindicadas, com exceção a guarda dos psicotróficos;
  • O local onde fica o carrinho deve ser de fácil acesso, sem obstáculos no caminho para sua locomoção.
  • Deve ser revisado por enfermeiros diariamente e após cada utilização.
  • Toda equipe de enfermagem e médica deve ter reconhecimento de cada material armazenado;
  • Medicamentos e materiais com prazo de validade a vencer até 3 meses deverão ser substituídos.

 Conclui-se que é muito importante trabalhar as drogas usadas no carro de parada visando evitar o erro de medicação e o risco de interação medicamentosa para o paciente, uma vez que em determinadas situações de emergência o profissional da unidade não possui muito tempo nas realizações das ações.

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