Síndrome do Jaleco Branco: O que é, quais os sintomas e como tratar?

A pressão, até então controlada, sobe, as mãos suam, a glicemia dispara. Esses sintomas podem ser característicos da Síndrome do Jaleco Branco!

Se você se sente tenso, ansioso, nervoso, com os músculos mais enrijecidos e até mesmo apresenta pressão alta pontual, você pode ser vítima do que chamamos de Síndrome do Jaleco Branco.

Essa síndrome se apresenta como um estado de ânimo bastante alterado quando o paciente está em um ambiente de cuidado médico-hospitalar, como uma clínica, um hospital e até mesmo um consultório.

Embora seja ainda bastante discutida em ambientes de formação médica, é inegável o quanto ela pode trazer complicações para o momento de traçar um diagnóstico para o paciente e, como em qualquer outra situação de saúde, requer cuidado, acolhimento e, sobretudo, técnicas de manejo.

Saiba, hoje, tudo sobre a Síndrome do Jaleco Branco, como você pode tratar seus pacientes que apresentem-na e, caso você se identifique, o que pode te ajudar a lidar melhor com essa profusão de sentimentos que costumam te ocorrer antes de uma consulta, exame ou procedimento.

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Síndrome do Jaleco Branco: o que é?

A Síndrome do Jaleco Branco é caracterizada como um transtorno de ordem psicológica em que o paciente apresenta sintomas que não lhes são típicos, apenas no momento de uma consulta médica, procedimento ou exame.

Você já deve ter ouvido mais de uma vez, ao aferir a pressão arterial de um paciente, uma expressão de espanto ao constatar que ela está elevada e que em casa, nos seus acompanhamentos diários, ela sempre parece ser normal. 

A expressão Síndrome do Jaleco Branco significa justamente o que expomos: sintomas que são bem adversos e fora do que é considerado normal em momentos, apenas, em que o paciente está em um ambiente voltado para os cuidados com a saúde.

Além da pressão arterial elevada, outros sintomas também podem aparecer, como elevação da glicemia, sensação de uma crise de ansiedade, tremores, espasmos, aumento da frequência cardíaca, dores musculares, e, não raro, crises de ansiedade generalizada.

Esses sintomas, no entanto, não ficam reservados apenas à vida adulta ou apenas à infância. A Síndrome do Jaleco Branco se manifesta em qualquer fase da vida e o manejo clínico é fundamental em qualquer uma delas.

Além do médico, outros profissionais também podem relatar pacientes com a Síndrome do Jaleco Branco, como dentistas, enfermeiros e até mesmo fisioterapeutas.

Hipertensão do Jaleco Branco

A hipertensão do jaleco branco está relacionada a episódios em que a pressão arterial do paciente se mostra elevada, seja em momentos de consultas médicas, em ambientes hospitalares, junto a enfermeiras e até mesmo em outras condições, como na doação de sangue.

Ela não está caracterizada, apenas, pela interação médico-paciente, portanto, e pode ser relacionada a qualquer profissional da saúde.

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Hipertensão de Consultório

Já aconteceu de, alguma vez, você notar a pressão de um paciente muito mais elevada do que seria o normal? Ou, ainda, já aconteceu contigo, enquanto paciente, algum evento como esse, de chegar para uma consulta e ver a sua pressão totalmente descompensada?

Nesse momento, você pode ter sofrido com um episódio da Síndrome do Jaleco Branco ou, ainda, atendido um paciente nessa condição.

É importante que, ao indentificar essa situação, o profissional da saúde possa, de forma bastante tranquila, conduzir a consulta compreendendo que esse episódio pode ser momentâneo, passageiro, e que nem sempre aquele resultado se mostrará como o real.

Quais os principais sintomas da Síndrome do Jaleco Branco?

Dentre os principais sintomas dessa situação de saúde, destacam-se:

  • Sudorese intensificada;
  • Sensação de nervosismo;
  • Ansiedade generalizada;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Elevação da frequência cardíaca;
  • Aumento da glicemia;
  • Sensação de extremidades geladas;
  • Tremores;
  • Dores musculares;
  • Espasmos musculares;
  • Agravamento dos sintomas iniciais;
  • Ânsia de vômito;
  • Intensificação da dor;
  • Fala mais rápida;
  • Dificuldade em concatenar ideias;
  • Sensação de medo ou euforia;
  • Sentimento de que se está em risco.

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O que causa a Síndrome do Jaleco Branco?

Embora seja mais comum na infância, quando uma ida ao médico está associada ao sofrimento de uma injeção, por exemplo, a Síndrome pode se manifestar em qualquer etapa da vida e requer atenção, seja lá em qualquer momento que venha a se apresentar, sobretudo por afetar com tamanha gravidade a qualidade de vida do paciente.

A Síndrome está associada à insegurança que um ambiente hospitalar ou clínico pode gerar, à falta de confiança na figura do médico e até mesmo pode ser gerada, ao longo da vida, por conta de notícias de perdas familiares, de erros médicos ou, simplesmente, quando, ao invés do cuidado com a saúde, uma consulta passa a simbolizar dor.

Cabe a toda a comunidade dedicada aos cuidados com a saúde humana viabilizar atendimentos mais humanizados, em que a distância entre paciente e médico seja cada vez mais estreitada, o que tende a diminuir a incidência dessa Síndrome.

Falar de forma clara, concisa, coerente e adaptada à forma de entendimento de cada um é uma das maneiras que temos, à nossa disposição, de lutar contra essa Síndrome que afasta as pessoas dos cuidados necessários e fundamentais que devem ser tidos para com a sua saúde.

Explicar tudo o que será feito antes de ser feito, ter paciência, cautela e uma relação dominada pelo respeito, são maneiras de fazer com que o paciente se sinta seguro, criando um vínculo entre médico e paciente.

Dessa maneira, é possível perceber a redução do quadro sintomático de quem manifesta ansiedade ante uma consulta médica, um procedimento ou até mesmo um simples exame de sangue.

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Como a síndrome do jaleco branco é diagnosticada?

A Síndrome é diagnosticada a partir do quadro sintomático do paciente, que deve ser analisado com calma, com cautela e, sobretudo, com respeito pelo profissional da saúde que está acompanhando o quadro clínico de quem buscou a sua ajuda. 

Além da pressão arterial elevada – o que é um dos principais sintomas da Síndrome, outros podem ser mais sutis, como sudorese, fala apressada, dificuldade do contato visual ou, simplesmente, reticências por parte do paciente ao falar do seu próprio quadro sintomático.

Como essa condição de saúde é frequentemente ligada à falta de confiança no médico, é possível que se dependa muito mais da observação para diagnosticá-la.

Síndrome do Jaleco Branco em criança:  como identificar?

A identificação da Síndrome do Jaleco Branco em crianças é ainda mais sutil do que quando se trata do adulto que apresenta um quadro sintomático dessa condição.

Normalmente, quando se trata dessa Síndrome afetando crianças, o quadro de sintomas estão mais relacionados ao medo manifestado, ao choro e até mesmo a completa aversão ao médico em si.

Como os sintomas tendem a ser exasperados com maior facilidade por parte da criança, a identificação pode ser mais simples e a criação de pontes afetivas é fundamental para a sua superação.

Quais os tratamentos para a Síndrome do Jaleco Branco?

Dentre os possíveis tratamentos para a Síndrome, podemos destacar dentre os mais eficazes a criação de pontes de afeto e de confiança entre médico e paciente, o que pode ser decisivo para a melhora do transtorno de ansiedade que a aproximação de uma consulta pode gerar.

Além disso, caso o quadro sintomático seja persistente, a indicação de acompanhamento psicológico também pode auxiliar o paciente que busca por uma melhor qualidade na sua saúde mental e emocional.

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É possível curar a síndrome do jaleco branco?

Como um transtorno de ordem emocional, falar em cura pode ser um tanto quanto incoerente, uma vez que, nesses casos, o tratamento que se oferece costuma ser permeado por atendimentos psicológicos, o estudo de técnicas de relaxamento antes da consulta e, acima de tudo, a formação de vínculos de confiança entre médico e paciente. 

Assim, ao invés de cura, propõe-se a restauração do bem-estar emocional do paciente por meio de princípios de medicina humanizada, de compaixão, afeto, atenção e carinho com aquele que recorre ao médico para tratar de sua saúde, bem como a o dentista, ao enfermeiro ou até fisioteraputa. 

Como amenizar os sintomas dos pacientes com síndrome do jaleco branco?

Atenuar o quadro sintomático de um paciente com Síndrome do Jaleco Branco pode ser possível através da humanização do atendimento e tratamento médico, por meio de um acolhimento mais íntimo e, sobretudo, por meio da desconstrução das barreiras entre médico e paciente.

O médico, muitas vezes tido como uma figura de autoridade pelo paciente, pode fazer com que a Síndrome se manifeste por meio de sua postura, que pode ser, muitas vezes, impositiva para o paciente.

Assim, atenuar a voz, modular a fala para aquela que o paciente irá compreender, solicitar autorização para o toque e ser mais receptivo às perguntas e dúvidas são maneiras de fazer com que pontes sejam construídas onde haviam barreiras e, assim, melhorar a condição de saúde do paciente como um todo.

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Conclusão

A Síndrome do Jaleco Branco é causada por um transtorno de ansiedade generalizada que pode acometer crianças e adultos durante uma consulta médica.

Seus principais sintomas são um estado de ansiedade mais acentuado, aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dentre outros.

Para que pacientes possam ter momentos de cuidado com a saúde mais agradáveis, a humanização do atendimento pode contribuir.

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