Pressão convergente e divergente: O que é, causas e como tratá-la?

A pressão convergente e a pressão divergente são situações de saúde que exigem cuidados médicos imediatos, preferencialmente tão logo são percebidas para que não haja qualquer comprometimento da saúde humana

Introdução

O resultado da aferição da pressão arterial é um bom parâmetro para analisarmos a quantas anda a nossa saúde.

Pressão alta e pressão baixa já fazem parte dos nossos conhecimentos gerais de saúde e facilmente podemos compreender que tanto uma quanto a outra pode trazer complicações para a nossa vida e exigem suporte, atendimento e acompanhamento médico.

No entanto, outras situações de saúde também estão relacionadas à nossa pressão arterial, tais como o quadro de pressão convergente e o quadro de pressão divergente.

Embora pouco se fale sobre essas situações de saúde, acreditamos sempre que conhecimento é também poder. E poder, quando se trata da nossa vida, a torna muito mais longeva, feliz e, sem dúvida, saudável.

Veja, agora, o que é pressão convergente e o que é pressão divergente e compreenda qual a verdadeira necessidade de buscar um médico de sua confiança para realizar um controle da sua pressão arterial e restaurar a sua qualidade de vida e bem estar!

O que é pressão arterial convergente?

A pressão convergente é uma situação de saúde que inspira cuidados médicos, pois está relacionada com o aumento da pressão sistólica em relação à pressão diastólica.

É através da diferença entre “a pressão alta e a pressão baixa” que podemos constatar um quadro de pressão arterial convergente, que traz maiores preocupações para profissionais da saúde por indicar um quadro preocupante de hipertensão.

A chamada pressão alta é a pressão sistólica. Em parâmetros normais, a pressão sistólica é de 120, enquanto a pressão baixa – a diastólica – tem seu parâmetro normal indicando 80 ou menos. É o famoso quadro do “12 por 8”, que os médicos sempre assumem como ideal.

Embora assumamos isso como ideal, ainda está dentro do espectro da normalidade ter uma pressão sistólica de 130 e uma pressão diastólica de até 85. 

No entanto, o quadro de saúde pode se tornar preocupante quando a pressão sistólica passa de 140, enquanto a pressão diastólica passa a marcar 90.

Em casos graves, o quadro de hipertensão pode marcar até 180 na pressão sistólica e 110 na diastólica.

É importante compreender todos esses parâmetros para, agora, tratarmos da pressão convergente, que tem a ver justamente com esses resultados da pressão diastólica e da pressão sistólica.

Quando um indivíduo apresenta pressão convergente, a diferença entre a pressão sistólica e diastólica fica em menos de 30, como, por exemplo, quando a pressão sistólica marca 140 e a pressão diastólica marca 110.

O que pode causar a pressão arterial convergente?

A pressão arterial convergente pode ter diversas causas, que devem ser investigadas por um médico cardiologista.

As causas mais comuns para a pressão arterial convergente são:

  • Complicações relacionadas ao funcionamento da tireóide (sobretudo o hipotireoidismo);
  • Estreitamentos que afetam as válvulas cardíacas (estenose aórtica);
  • Pressão baixa (particularmente os casos em que a pressão cai de forma abrupta);
  • Derrame pericárdico (acúmulo de fluídos que se acumulam ao redor do coração, comprometendo seu funcionamento pleno);
  • Comprometimento da anatomia do coração (sobretudo os casos de pericardite constritiva, doença que compromete os tecidos cardíacos, que podem afetar o movimento pleno do órgão);
  • Insuficiência cardíaca (quando o coração não consegue cumprir com sua função de bombear o sangue para o resto do corpo humano). 

O que é pressão arterial divergente?

Ao contrário da pressão convergente, a pressão divergente é um quadro em que a diferença entre a pressão sistólica e a pressão diastólica ultrapassa 60 pontos, o dobro de diferença que ocorre quando o quadro é de pressão convergente.

Por exemplo, quando a pressão sistólica marca 160 e a pressão diastólica marca 30.

Sempre que analisarmos a pressão arterial, é essencial traçar o valor diferencial, que é justamente a diferença entre o valor da pressão sistólica e o valor da pressão diastólica, sobre o qual aplicamos os parâmetros que definem se a pressão é convergente ou divergente.

Causas da pressão arterial divergente?

Entre as causas mais comuns da pressão arterial divergente podemos encontrar:

  • Insuficiência aórtica (que é uma complicação relacionada ao funcionamento da válvula coronária, que acaba por fazer com que o sangue retorne ao coração de forma disfuncional);
  • Fístula arteriovenosas (são ferimentos que atingem as veias, sobretudo nos membros inferiores, que incham, ficam com regiões avermelhadas e podem causar complicações relacionadas à pressão arterial do paciente afetado);
  • Complicações relacionadas ao funcionamento da tireoide (sobretudo em casos de hipertireoidismo);
  • Implicações relacionadas ao envelhecimento, tais como a fibrose senil de grandes vasos, em que ocorre um “engrossamento” dos vasos sanguíneos.

Qual é a diferença normal entre a pressão sistólica e diastólica?

A diferença que pode ser compreendida como normal entre a medida da pressão sistólica e a pressão diastólica é de 40 pontos.

Na tabela a seguir, podemos ver de que forma cada resultado da aferição da pressão arterial pode ser compreendido:

ClassificaçãoPressão sistólicaem mmHgPressão diastólicaem mmHg
Ótima< 120< 80
Normal< 130< 85
Limítrofe130 – 13985 – 89
Hipertensão de grau 1140 – 15990 – 99
Hipertensão de grau 2160 – 179100 – 109
Hipertensão de grau 3> 180> 110

Como medir corretamente a pressão arterial?

Para fazer uma medição correta da sua pressão arterial é essencial tomar alguns cuidados, que descreveremos a seguir.

É importante ressaltar que esses cuidados são fundamentais para que o resultado da aferição da pressão arterial seja o mais correto possível, evitando interpretações erradas e que podem comprometer com gravidade seu tratamento de saúde.

A aferição regular da pressão arterial é essencial para um bom acompanhamento médico, pois permite a regulagem e a dosagem adequada das medicações destinadas ao tratamento da hipertensão, da hipotensão e de outros quadros relacionados.

No entanto, é fundamental que a leitura da pressão seja feita da forma mais correta que for possível, evitando resultados errados que podem conduzir um tratamento de forma igualmente errada.

Veja, a seguir, uma lista de cuidados que devem ser tomados no momento da aferição da pressão arterial, de forma que seja possível chegar a resultados sempre muito mais realistas.

Para fazer uma aferição correta, observe:

  • Sempre faça a aferição da pressão arterial nos mesmos horários e preferencialmente logo depois de acordar;
  • Antes de fazer a aferição da pressão arterial, urine e faça qualquer outra necessidade fisiológica;
  • Não se alimente antes de aferir a sua pressão arterial, seja com frutas, pães, biscoitos, café, chá ou qualquer outro tipo de alimento ou bebida;
  • Evite consumir qualquer tipo de estimulante antes de aferir a sua pressão e não fume, pelo menos por 30 minutos antes da aferição;
  • Tão logo encerre seu toalete matinal, sente e descanse por pelo menos cinco minutos;
  • Relaxe seu corpo e aí então estenda seu braço para fazer a aferição.

Tomando esses cuidados, é possível fazer uma leitura mais fidedigna e ainda evitar leituras que levem à interpretação de pressão convergente ou de pressão divergente.

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Quais os riscos da pressão convergente?

Os riscos diretamente relacionados à pressão convergente são os mesmos que estão relacionados à hipertensão, como a elevação do risco de infarto, AVC e suas complicações.

As complicações mais comuns relacionadas ao aumento da pressão sistólica são:

O coração pulsa de forma descompassada, ora de forma muito rápida, ora de forma muito lenta. 

A arritmia causa bastante mal estar no indivíduo que a sente.

  • Infarto

O infarto ocorre quando um pequeno coágulo sanguíneo bloqueia a circulação ideal do sangue em nosso corpo, que é o que conduz o oxigênio e a energia para dentro de nossas células.

Sem oxigênio e energia, os tecidos morrem, podendo também elevar o risco de vida da pessoa acometida pelo infarto, que é considerado uma urgência médica.

  • AVC

As principais causas do AVC são associadas diretamente ao aumento da pressão arterial, que fragiliza vasos sanguíneos que podem se romper.

No Brasil, o AVC é a segunda principal causa de morte.

  • Insuficiência Cardíaca 

A insuficiência cardíaca é o nome da condição clínica em que o coração de um indivíduo não consegue mais enviar sangue para o resto do corpo.

  • Aneurisma

O aneurisma ocorre quando há um funcionamento anormal de uma ou mais artérias que irrigam o tecido cerebral, dilatando-a de forma exagerada, até que a artéria se rompa, causando assim uma hemorragia no tecido cerebral.

  • Perda da Visão

A perda da visão pode estar também relacionada com a hipertensão, sobretudo porque o aumento súbito ou não dos valores da pressão podem causar o entupimento de veias que irrigam a retina, fazendo com que o tecido também acabe sendo degradado.

A pressão divergente também traz perigos?

Da mesma forma que a pressão convergente, a pressão divergente traz riscos para a nossa saúde, sobretudo por conta da pressão baixa.

A pressão baixa, embora não seja compreendia como tão grave quanto a pressão alta, pode causar complicações graves para a nossa saúde, tais como desmaios, quedas e acidentes.

Portanto, é essencial cuidar de qualquer variação que possa existir em relação à nossa pressão arterial, seja ela mais baixa ou mais alta.

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Como reduzir os riscos da pressão convergente e divergente?

Os riscos associados à pressão convergente e à pressão divergente podem ser minimizados quando uma pessoa se cerca de cuidados em relação à sua própria saúde.

Controlar a pressão arterial aferindo-a de forma regular, ajustando sempre que necessário as medicações, praticando atividades físicas de forma regular, cuidando da alimentação e também da saúde mental. 

Outras ações são igualmente essenciais, como buscar acompanhamento médico, fazer exames clínicos de forma regular e, ainda, sempre procurar ajuda médica a cada sensação de mal estar, o que diminui o risco de agravamento de quadros clínicos.

Conclusão

A pressão convergente e a pressão divergente são quadros clínicos que estão relacionados com as diferenças entre a pressão sistólica e a pressão diastólica.

Para identificar um quadro de pressão convergente ou de pressão divergente é essencial realizar aferições regulares da pressão arterial, com instrumentos adequados, a fim de ter maior precisão nos resultados e, por conseguinte, no tratamento necessário.

9 comentários em “Pressão convergente e divergente: O que é, causas e como tratá-la?”

  1. Janete Martins

    Muito esclarecedor meu pressão está convergente, e agora sei o q posso fazer pra trata-la da melhor maneira.

  2. Alexandre Malafaia

    Oi Janete, bom dia! Que bom que gostou do nosso conteúdo, desejamos sorte no seu tratamento!

  3. Cristina da Silva Domingos

    Parabéns doutora, vou usar as informações para orientar melhor os pacientes da farmácia.

  4. Alexandre Malafaia

    Olá Cristina! Tudo bem? É uma ótima iniciativa! Muito obrigada por nos acompanhar!

  5. LucianoTeixeira

    Bons esclarecimentos. Só faltou informar nos casos de pressão convergente baixa, por exemplo: 90/70.
    Abraços, Luciano.

  6. Alexandre Malafaia

    Olá Luciano! Tudo bem? Muito obrigada por nos lembrar e acompanhar nosso blog!!

  7. Alexandre Malafaia

    Olá Emerson! Tudo bem? Muito obrigada por esse elogio, pessoas como você que nos fazem acreditar que estamos no caminho certo…
    Levando sempre as melhores informações e conteúdos para nosso leitores!

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