Ecocardiograma fetal: o que é, para que serve e como funciona

O ecocardiograma fetal é um dos exames indispensáveis dentre todos de um bom pré-natal e, com ele é possível identificar situações que comprometem a saúde do bebê.

Tudo o que uma família espera, do momento que engravida até a hora do parto, é ter um bom acompanhamento do seu bebê.

Para isso, é fundamental que o médico obstetra solicite alguns exames durante o pré-natal, a fim de assegurar a boa saúde do bebê e da mãe.

O ecocardiograma fetal é um desses exames imprescindíveis e agora você pode conhecer tudo sobre ele!

O que é ecocardiograma fetal?

O ecocardiograma fetal é um exame que, através da captação de ondas sonoras de altas frequências, é capaz de avaliar a saúde do sistema cardiovascular do bebê, ainda em condição intra-uterina.

Com o exame, é possível observar o funcionamento de várias estruturas que fazem parte do coração do feto em todas as etapas da gestação, permitindo, assim analisar o seu desenvolvimento.

Este exame é muito importante para o pré-natal porque indica, sobretudo, se há qualquer alteração do funcionamento cardíaco ou vascular do feto.

Assim, ele pode, através do seu resultado, indicar os protocolos necessários para que se possa intervir de forma apropriada, garantindo não só a saúde fetal como, sobretudo, seu bem estar e desenvolvimento esperado.

Para que serve o ecocardiograma fetal?

Este é um exame essencial de um pré-natal completo, pois tem a função de avaliar o desenvolvimento e o funcionamento do sistema cardíaco e vascular do feto.

Como o ecocardiograma fetal reproduz em imagens o funcionamento do coração do feto, é possível identificar qualquer anomalia ainda dentro do útero.

Assim, é possível fazer qualquer tipo de intervenção necessária para que ele possa prosseguir com seu desenvolvimento, ainda antes de o bebê nascer.

O ecocardiograma fetal é um dos exames que são recomendados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para todos os pré-natais realizados no Brasil.

Outros testes, tais como o ultrassom e o ultrassom morfológico, são complementares ao ecocardiograma fetal, justamente porque, através deles, é possível identificar o estado de saúde geral do feto.

Como o estado de saúde geral fetal pode ser afetado por diversas questões – medicamentos de uso materno, hipossuficiência de vitamínica, fólica ou mineral, diabetes e infecções -, esse é um exame fundamental para que se possa identificar quaisquer alterações na saúde do feto.

É justamente por ser capaz de identificar e apontar essas alterações que o ecocardiograma fetal se tornou tão importante para o pré-natal.

Com ele, é possível traçar as rotinas necessárias para o cuidado do bebê nascido e materno após o parto, bem como até fundamentar as ações da equipe médica para esse momento.

Atualmente, os dados revelam que 8 a cada mil bebês nascidos apresentam cardiopatias.

Ainda que nem todas as alterações nesse sentido sejam graves, é importante que sejam reconhecidas pela equipe médica a fim de tratá-las rapidamente e, sobretudo, atender o bebê com os equipamentos necessários tão logo nasça.

Quando deve ser feito o ecocardiograma fetal?

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O ecocardiograma fetal é um dos exames que podem ser feitos já no início da gestação, nos três primeiros meses.

Apesar de poder ser feito de forma tão precoce, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a recomendação é de que seja feito até a 28ª semana de gestação.

Nessa época do desenvolvimento fetal já é possível que sejam visualizadas todas as possíveis alterações na estrutura do coração do feto, bem como em sua vascularização.

No entanto, se a gestação for considerada de risco, seja materno, seja fetal, o obstetra pode solicitar o exame a partir da 14ª semana de gravidez.

Uma gestação é considerada como de risco quando, por determinadas razões, o feto, a mãe ou ambos apresentem qualquer condição que ameace a vida.

Assim, é essencial que possamos identificar rapidamente essas ameaças, sobretudo porque, uma vez identificadas, a chance de sobrevida é muito maior, seja de forma intrauterina ou após o parto.

Qual a importância do ecocardiograma fetal?

O ecocardiograma fetal é essencial para avaliar as condições clínicas e o desenvolvimento do feto.

Por ter a capacidade de apresentar de forma bem técnica se há qualquer tipo de alteração cardíaca ou vascular do feto, acaba por ser de suma importância para um bom pré-natal.

Com ele e com o seu diagnóstico, é possível solucionar e tratar, ainda no útero, algumas alterações cardíacas que podem ameaçar a vida do feto.

Por isso, deve ser realizado conforme a solicitação do médico, seja para diagnóstico, seja para acompanhamento do quadro clínico fetal.

Além disso, esse exame é essencial para que o parto seja melhor planejado e para que o bebê, ainda nos primeiros momentos de vida, possa receber o suporte clínico necessário para a promoção de sua saúde e bem estar.

A ecografia fetal é um exame prejudicial ao bebê?

Por ser um exame não-invasivo, a ecografia fetal não oferece qualquer risco, seja para o desenvolvimento fetal, seja para a mãe.

É importante ressaltar que esse tipo de exame não envolve a utilização de contraste venoso, tampouco qualquer radiação, tal como em um raio-x ou tomografia computadorizada.

Assim, deve ser realizada sem qualquer tipo de ônus ou prejuízo para a saúde fetal e materna, sempre que necessário ou recomendada pelo médico obstetra que faz o acompanhamento pré-natal

Quais as indicações para a realização do ecocardiograma fetal?

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Recomenda-se, através da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que o exame de ecocardiografia fetal seja realizado pelo menos uma vez durante a gestação.

No entanto, caso o resultado do exame aponte qualquer problema relacionado com o sistema cardíaco ou vascular do feto, é importante que ele seja repetido outras vezes, fazendo parte, portanto, do pré-natal.

Alguns fatores de risco podem também apontar a necessidade de se fazer o exame já no início da gestação, na 14ª semana, normalmente. São eles:

  • Gestação gemelar ou múltipla;
  • Alterações nos batimentos cardíacos maternos e fetais – arritmias ou disritmias;
  • Quaisquer malformação congênita já identificada através de outros exames;
  • Alterações nos exames clínicos maternos, que apontem diabetes gestacional ou eclâmpsia.

É importante mencionar que o ecocardiograma fetal não é capaz de, sozinho, identificar alterações ou malformações que apontem síndromes ou outras doenças que não afetem, necessariamente o coração.

Assim, ele não pode substituir outros exames que compõem o pré-natal, tais como a ecografia e os demais exames morfológicos.

Esses exames são tão importantes quanto o que mede o desenvolvimento cardíaco fetal, uma vez que podem identificar ainda de forma intrauterina condições como Síndrome de Down, Síndrome de Marfan e outras condições ou congênitas ou até mesmo hereditárias.

Quais são as contraindicações do ecocardiograma fetal?

Por se tratar de um exame não-invasivo e de um exame que não envolve, necessariamente, a utilização de radiação – nem de forma emitida e nem através de contraste venoso -, não há qualquer contraindicação para a sua realização.

No entanto, apesar de não haver, necessariamente, alguma contraindicação, temos algumas limitações em seu diagnóstico que devem ser ponderadas no momento da solicitação médica:

  • Antes da 18ª semana de gestação o exame não é recomendado, a não ser em casos já citados, como outras alterações morfológicas – aí pode ser realizado já na 14ª semana;
  • Depois da 28ª semana, por conta da dificuldade para visualizar as estruturas que devem ser analisadas para o diagnóstico correto.

Caso a gestante ou o feto apresentem uma condição de risco, é importante ponderar a realização do exame, apesar das suas limitações em relação a total visualização do coração e do sistema vascular.

Como o exame de ecocardiograma fetal é feito?

Este exame é bastante simples de ser realizado, não é invasivo e tampouco causa dor, seja à mãe, seja ao feto.

A sua duração estimada é de 30 minutos.

Para a sua realização, recomenda-se que a gestante se acomode de forma confortável, de barriga para cima, em uma maca apropriada.

Tal como em uma ecografia, espalha-se um gel sobre a barriga da paciente, que servirá para que o aparelho transdutor deslize de forma confortável e sem causar irritação na pele.

Indica-se que, inclusive, o gel seja levemente aquecido antes de sua aplicação sobre a barriga da gestante. Dessa forma, é possível tornar o procedimento humanizado, inclusive.

Uma vez espalhado o gel, o médico utiliza um equipamento móvel, semelhante a um aparelho de aplicar cera depilatória, que deve ser gentilmente deslizado pela barriga da gestante.

Esse aparelho é essencial para o exame, pois é através dele que as imagens do funcionamento do coração do bebê são reproduzidas no monitor do ecocardiógrafo fetal.

Através desse equipamento, ondas sonoras de alta frequência são emitidas através dos tecidos da gestante.

Essas ondas são completamente saudáveis para o feto e não emitem radiação, o que torna o exame totalmente seguro.

Através dessas ondas, que são similares àquelas que são utilizadas em um exame de ultrassonografia, é possível recriar, no monitor, as imagens que representam o funcionamento cardíaco do feto.

Assim, é possível que o cardiologista e o obstetra possam avaliar o funcionamento do músculo cardíaco do feto, mesmo antes do seu nascimento.

Com esse resultado é possível tratar, de forma prévia, qualquer comprometimento da saúde fetal mesmo antes do nascimento do bebê.

O que o exame pode detectar? Resultados do exame ecocardiograma fetal

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As imagens que o ecocardiógrafo fetal reproduzem do coração do feto são feitas em tempo real, seguindo, portanto, o seu funcionamento.

Com ele, o médico pode identificar diversas alterações do desenvolvimento e do funcionamento cardíaco do feto ainda no momento do exame.

Já no consultório do obstetra ou do cardiologista, a gestante e a família também poderão receber a análise das imagens, através de um laudo.

No laudo são descritas todas as possíveis alterações, malformações e intercorrências do exame.

É fundamental que a gestante tenha sempre suas dúvidas esclarecidas sobre o exame, bem como qualquer outro familiar.

Assim, de forma mais segura e capacitada, poderá ser de forma adequada guiada para o tratamento que for necessário, seja durante ou depois da gestação.

Qual a média de valor da ecocardiografia fetal?

Os valores de qualquer exame que compõe o pré-natal é muito variável, conforme o rendimento médico de uma região, conforme a clínica e, ainda, conforme o aparelho utilizado para a realização do exame.

Segundo nossos levantamentos, no entanto, o valor pode variar entre 130 e 400 reais, nas capitais consultadas.

Se, no entanto, seu médico solicitar que seja feito uma ecocardiografia fetal utilizando doppler, o custo pode ser aumentado.

Outros exames recomendados para cardiopatias congênitas

Para a identificação precoce de cardiopatias congênitas, malformações ou disfunções do aparelho cardíaco e vascular fetal são recomendados alguns exames, que podem complementar, uns aos outros, no diagnóstico.

Alguns são realizados tão logo o bebê nasce, tal como o teste do coração, que é obrigatório no Brasil desde 2014.

Outros devem ser feitos conforme recomendação médica, como segue no esquema abaixo.

Eletrocardiograma (ECG)

Através do eletrocardiograma é possível avaliar de que forma o coração do bebê se comporta.

De forma completamente não-invasiva, eletrodos são fixados no tórax, nos pulsos e nos tornozelos do bebê.

Através dos eletrodos é possível, então, avaliar a atividade do coração, bem como a forma como gera energia elétrica e traçar um panorama do seu funcionamento.

Ecocardiograma

O ecocardiograma é também um procedimento a se fazer depois que a mãe deu à luz e a criança está se recuperando do seu parto.

Através do ecocardiograma é possível verificar sem meandros qualquer anormalidade que o coração do bebê possa apresentar, seja funcional, seja por conta de malformação fetal.

Angiotomografia

A angiotomografia é um exame que envolve radiação controlada e, através do tomógrafo, é possível observar o fluxo vascular do coração do bebê, das artérias e veias, em alta resolução.

No entanto, é preciso aplicar uma leve sedação para manter o bebê parado, a fim de poder realizar o exame.

Raio-x de tórax

Também envolvendo uma baixa radiação do tipo ionizante, é possível analisar, de forma simples e estática, a forma com que o sangue circula pelos pulmões.

Além de observar a função pulmonar, também é possível verificar o tamanho da musculatura que envolve o coração do bebê.

Cateterismo cardíaco

De todos, esse é o único exame realmente invasivo, capaz de observar, através de uma pequena câmera, o funcionamento do coração do bebê, bem como analisar a presença de cardiopatias.

Para realizá-lo é necessário que o bebê seja anestesiado e aí então é introduzido um catéter através da artéria femural.

Conclusão

Os exames são uma ferramenta imprescindível para uma equipe médica analisar a formação, o desenvolvimento e, sobretudo, o funcionamento do sistema cardíaco e vascular de um bebê. O ecocardiograma fetal é indispensável.

Seja de forma intrauterina ou após o parto, é essencial observar com cuidado todo o processo de formação do bebê, para assegurar que ele tenha não só saúde, mas sobretudo qualidade de vida.

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