Desospitalização: o que é, desafios e formas de tratamento

O que é desospitalização? Conheça novas formas de tratar o paciente, seus desafios e benefícios para a saúde e humanização do atendimento. Veja!

Se você é profissional da saúde, paciente, cuidador ou familiar, já deve ter ouvido falar na desospitalização. Uma forma totalmente inovadora de cuidar dos pacientes, dependentes ou não, de forma muito mais econômica e humanizada.

A desospitalização foi incentivada pela necessidade constante otimizar atividades com o uso da tecnologia e de reduzir custos dos estabelecimentos de saúde públicos ou privados, mas também pela necessidade de cuidados mais acolhedores por parte do paciente. 

Por isso, sistemas de saúde e profissionais do mundo inteiro estão apostando na desospitalização e nos cuidados home care como uma nova forma de tratamento humanizado e de recuperação.

Acompanhe o artigo até o final e tire suas dúvidas sobre a desospitalização!

O que é desospitalização?

Ao contrário do que muita gente pensa, a desospitalização não é dar alta para o paciente antes do tempo ou deixá-lo sem cuidados.

O objetivo da desospitalização é deixar o paciente muito mais confortável, em um ambiente seguro e acolhedor, como a sua própria casa, recebendo os devidos cuidados de atenção home care.

O atendimento home care melhora consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes que precisam passar por tratamentos muito longos e que se encontram estáveis. 

Permanecer perto de amigos e familiares contribui para a recuperação dos pacientes, evitando quadros de ansiedade e depressão, melhorando a saúde física, mental, emocional e social dos pacientes. 

Para a desospitalização, são selecionados pacientes estáveis, geralmente com doenças degenerativas ou crônicas, principalmente os pacientes com sequelas psicomotoras. 

No entanto, desospitalizar um paciente e iniciar os cuidados de home care em um país como o Brasil ainda representa um desafio para muitas famílias. Neste artigo, vamos tentar abordar os principais desafios.

Origem do processo de desospitalização

A origem da desospitalização, de fato, é desconhecida, mas podemos atribuir esse movimento aos cuidados médicos que eram recebidos antes da medicina se tornar algo institucional em todos os lugares

Por mais que os primeiros hospitais sejam datados de cerca de 400 anos antes de Cristo, os cuidados de doentes em casa era uma prática comum no mundo inteiro. 

Após anos de cuidados de saúde institucionalizado, acredita-se que a movimentação para a desospitalização de pacientes estáveis tenha vindo de profissionais, que observavam a melhora dos pacientes e, também, uma redução de custos com recursos hospitalares.

Desospitalização em saúde: Brasil e mundo

O termo “desospitalização” surgiu no Brasil em meados dos anos de 1970. Nessa época, o jornalista Luís Nassif destacou a desospitalização como “pilar central da revolução que ocorre no setor de saúde”.

Nessa época, países como Estados Unidos, holanda e Canadá davam seus primeiros passos rumo à desinstitucionalização médica e o cenário mundial parecia promissor. 

Hoje, 50 anos depois, o Brasil ainda segue no rumo na redução de tempo de internação e com um sucesso que pode ser comparado aos outros países, principalmente quando falamos em cuidados com idosos e doentes crônicos.

Hoje, é possível encontrar serviços especializados em fazer a transição dos pacientes internados para o home care e também clínicas com serviços específicos de cuidados em casa. 

No SUS, a desospitalização é apoiada pelo Programa de Saúde da Família, com visitas em casa de médicos e enfermeiros e também com centros especializados em saúde e home care.

Além disso, o crescimento da população idosa no Brasil contribui muito para o aumento dos cuidados em home care. Clique aqui para saber mais sobre como cuidar de idosos em casa.

Quais os benefícios da desospitalização?

Trazer o paciente para receber os cuidados em casa de forma segura podem trazer diversos benefícios, como:

Mais saúde para o paciente

Os pacientes que recebem os cuidados home care estão menos expostos aos riscos de um ambiente hospitalar, como infecções ou acidentes que podem acontecer, já que na maioria das instituições os enfermeiros são responsáveis por mais de um paciente ao mesmo tempo. 

Além disso, os pacientes que recebem o tratamento domiciliar são beneficiados com os custos de tratamento reduzidos.

Experiência profissional

Os profissionais que trabalham com pacientes que recebem cuidados domiciliares ampliam suas experiências, aprendendo novas formas de cuidado e entendendo o ambiente familiar do paciente. 

Além disso, conhecer a origem do paciente e interagir com os familiares, contribui com o processo de humanização do atendimento oferecido.

Mais leitos disponíveis

Não é de hoje que enfrentamos problemas com a quantidade de leitos disponíveis no Brasil. 

A desospitalização serve, justamente, para evitar a ocupação de leitos por pacientes que podem receber seus tratamentos em casa, sem nenhum prejuízo.

Desafios da desospitalização

A desospitalização parece ser um processo muito caro, principalmente para os usuários do sistema público de saúde, que na maioria das vezes não tem como adquirir mobiliário e equipamentos hospitalares.

Por outro lado, manter um paciente internado em um hospital pode aumentar as chances de morbidades e mortalidade dos pacientes em até 140%. 

Aqui, reunimos algumas dúvidas frequente dos familiares e dos próprios pacientes sobre o home care. O nosso objetivo é desmistificar alguns medos comuns, principalmente em relação aos custos: 

Preocupação com o aumento dos custos

A primeira questão – e uma das mais importantes para os brasileiros – é a questão dos custos envolvidos no processo de desospitalização de um paciente.

Por mais que a opção de manter um paciente internado em uma instituição hospitalar possa parecer muito mais barato, existem diversos custos e riscos envolvidos nesse processo.

Para os pacientes, os custos envolvidos em manter um paciente internado passam por insumos de higiene pessoal, alimentação, transporte para os acompanhantes e medicação para diversos problemas que poderiam ser evitados. 

Além disso, se o paciente estiver em uma instituição particular, os custos de manutenção da internação sobem consideravelmente, pois são incluídos diárias do quarto, honorários, insumos, medicações e até mesmo materiais de higiene básica.

Por isso, desospitalizar o paciente e trazê-lo para os cuidados em casa pode ser uma solução muito mais barata que mantê-lo internado.

Hoje, com a evolução da tecnologia, já é possível comprar e até mesmo alugar equipamentos hospitalares portáteis quando necessário.

Além disso, é possível que muitos desses equipamentos sejam conseguidos emprestados pelo SUS, nos centros de cuidados domiciliares. 

Falta de apoio das operadoras de saúde

É muito comum que a desospitalização seja desencorajada nos sistemas particulares de saúde e que os familiares se sintam com medo de iniciar os cuidados em home care.

É compreensível para ambos os lados. Os familiares podem se sentir mais seguros com o paciente internado e supostamente recebendo cuidados 24 horas por dia e os hospitais ficam mais felizes com seus pacientes gerando dívidas que crescem a cada hora.

No entanto, é muito fácil contornar todos esses dilemas e oferecer um cuidado home care de qualidade.

Medicina baseada em evidências

Há uma preocupação constante com a saúde dos pacientes expostos aos mais diversos riscos hospitalares, como infecções hospitalares e males resultantes de negligências médicas. 

A desospitalização é feita através da medicina baseada em evidências, com a elaboração de protocolos clínicos e guias para manejar doenças.

Obedecer as evidências no processo de desospitalização pode evitar problemas de saúde para os pacientes e problemas judiciais para os médicos e instituições, sendo muito mais econômico do ponto de vista monetário e também nos esforços.

Decisão compartilhada

É muito importante que a decisão pela desospitalização seja tomada entre familiares e pacientes, sempre que possível.

O diálogo entre familiares, pacientes e equipe médica deve ser consistente, de modo que não reste nenhuma dúvida sobre como será feito o tratamento  ou sobre como poderão obter ajuda para cuidados mais específicos. 

Tecnologia

As tecnologias mais atuais tornam os equipamentos hospitalares cada vez mais portáteis. É muito comum, por exemplo, você obter respiradores compactos, camas com diversos suportes e etc.

É muito comum entre os fornecedores de equipamentos hospitalares, disponibilizar um serviço de consultoria especializada para identificar as necessidades de cada tratamento. 

Assim, você poderá economizar com equipamentos desnecessários, seja para compra ou aluguel.

Falta de apoio da família do paciente

Ainda é comum que os familiares pensem nos pacientes como melhores assistidos quando estão dentro do ambiente hospitalar.

A maior parte do medo vem da falta de conhecimento sobre como cuidar de pessoas acamadas, por exemplo.

Mas a verdade é bem contrária a isso. Pesquisas apontam que pacientes cuidados em casa se recuperam muito mais rápido e possuem estabilidade mental e física muito maior que os pacientes internados por longos períodos.

Necessidade de infraestrutura

A estrutura necessária para o home care varia de acordo com as necessidades e o estado de saúde de cada paciente e, por isso, tudo deve ser planejado com muito cuidado. 

Procure na sua cidade os centros de apoio à internação domiciliar disponíveis para o SUS ou no seu plano de saúde e verifique o que pode ou não ser coberto por eles. 

A curto prazo, os familiares podem precisar de um investimento maior, mas a longo prazo os resultados são benéficos tanto para o paciente, quanto para o bolso

Desospitalização e home care

A desospitalização é, nada mais, nada menos, do que a transição do paciente que recebe cuidados hospitalares para os cuidados de uma internação em casa.

Se quiser saber mais detalhadamente como funciona o home care você poderá clicar aqui e conferir o nosso post anterior!

Conclusão

O processo de desospitalização pode parecer muito caro e complicado, principalmente em pacientes mais dependentes de cuidados. 

No entanto, cuidar de um paciente em casa pode ser muito mais barato do que parece, além de contribuir para a melhora da saúde geral do paciente.

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