Cálculo de insulina de diferentes tipos: como fazer?

Realizar o correto cálculo de insulina garante mais qualidade de vida, saúde e estabilidade para o seu paciente, previnindo-o de hiperglicemias e de hipoglicemias, eventos que são realmente perigosos para a vida e o bem-estar geral de uma pessoa com diabetes

O cálculo de insulina consiste em realizar a conversão das unidades que o paciente deve tomar do medicamento, de acordo com o modelo da seringa que será utilizada para a aplicação da insulina no corpo do paciente.

Como não são todos os modelos de seringas para insulina que têm as marcações em unidades, é fundamental saber como aplicar a insulina com as seringas convencionais.

As seringas próprias para insulina facilitam a aplicação do medicamento, visto que precisamos somente encher com o líquido até a tarja correspondente àquilo que foi prescrito pelo médico.

Como nem sempre esse modelo de seringa estará disponível, é essencial que tanto um usuário de insulina quanto um profissional da saúde saibam o que fazer ante situações em que falte o equipamento ideal, o que é possível através do cálculo de insulina.

Quer saber mais sobre como saber a quantidade certa de insulina em qualquer tipo de seringa que você tiver à sua disposição?

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O que é a insulina?

A insulina é um tipo de hormônio produzido naturalmente pelo nosso pâncreas e ela é a responsável para que haja a conversão correta de glicose para energia, mantendo nosso corpo funcionando perfeitamente.

Esse hormônio opera conduzindo a glicose para o interior das nossas células, lugar em que é transformada em energia que é responsável por todas as nossas funções vitais.

A insulina tem um mecanismo de ação e de produção que é acionado a partir da quantidade de comida que comemos. Após as refeições, sobretudo, nossa glicemia aumenta naturalmente, uma vez que quase tudo aquilo que comemos contém açúcar, ainda que seja natural, como por exemplo aquele contido em batatas ou no arroz.

Uma vez que o corpo perceba que a quantidade de glicemia aumentou, envia um sinal para o pâncreas, que irá produzir mais insulina a fim de transformar em energia toda essa recarga que o organismo recebeu.

No entanto, quando comemos mais do que deveríamos de fato comer, o pâncreas pode não produzir insulina o suficiente para carregar a glicose para dentro das células.

Em eventos como esse, a glicemia acaba por se acumular no sangue e na urina, criando um caso de diabetes que, por sua vez, pode aumentar o risco de AVC, de problemas graves em relação aos rins, cegueira e até mesmo amputações, visto que impedem o corpo de cicatrizar ferimentos considerados simples.

Quando a insulina deverá ser aplicada?

A insulina deve ser aplicada de acordo com as especificações presentes no receituário médico, de acordo com o tipo de insulina e de acordo com as unidades que foram prescritas e do cálculo de insulina que o médico realiza em seu consultório, de acordo com os exames apresentados.

Geralmente, a insulina deve ser aplicada logo após as principais refeições de um paciente, bem como ao acordar e, ainda, sempre que necessário for, a fim de corrigir o índice glicêmico, o que pode ocorrer quando o paciente estiver sentindo dor ou sob estresse.

É importante destacar que tão importante quanto aplicar a insulina de forma correta, no tempo e na quantidade certa para as suas necessidades é ter uma alimentação adequada às suas necessidades e possibilidades e, ainda, fazer medições constantes da sua glicemia.

Somente através da medição da glicemia – seja ela feita por meio do exame de ponta de dedo, seja através do Freestyle Libre – é possível saber quais são as correções que devem ser realizadas por meio da insulina nos índices glicêmicos de um paciente.

Por conta disso, é fundamental que o paciente faça as medições de acordo com a recomendação do seu médico, bem como o ajuste de dosagem sempre que necessário for.

Esses mesmos parâmetros de cuidado com a glicemia de um paciente devem ser tomados quando estiver em ambiente hospitalar, a fim de garantir melhora mais rápida e sem qualquer outro tipo de complicação.

Quais os tipos de insulina?

A insulina é, atualmente, apresentada em vários tipos de fármacos, o que torna mais eficiente o tratamento de pacientes com os mais diferentes tipos de necessidades em relação à diabetes. 

Cada um dos tipos são diferentes por três pontos:

  • Início: quão rápido a insulina começa a agir no corpo do paciente, tendo como objetivo a redução da glicemia;
  • Pico: o momento em que os efeitos começam a ser sentidos de fato, reduzindo drasticamente os níveis de açúcar no sangue do paciente;
  • Duração: relacionada com o tempo em que a insulina fica agindo no corpo do paciente logo após o momento em que ele injeta-a em seu corpo.

A FDA – órgão de controle de medicamentos nos Estados Unidos -, classifica as insulinas existentes em cinco tipos diferentes:

  • De ação rápida: é a conhecida insulina regular, que tem a sua ação iniciando 30 a 60 minutos depois da aplicação. Seu pico ocorre entre duas e quatro horas após a aplicação e os efeitos da insulina podem durar entre 5 e 8 horas;
  • De ação ultrarrápida: esse tipo de insulina começa a agir 15 minutos a partir do momento da aplicação. O pico da sua ação é de 30 a 90 minutos, mas tão rápida quanto é a sua ação, é seu esgotamento, que ocorre em, no máximo, 5 horas;
  • De ação intermediária: esse tipo de insulina começa a agir em até 3 horas. O tempo máximo da sua ação, no entanto, é de 16 horas;
  • De ação longa: a insulina de ação longa ou ultralonga pode demorar até 4 horas para começar a agir na corrente sanguínea;
  • Insulina pré-misturada: essa é um tipo de insulina com dois tipos de medicamentos já combinados, podendo controlar a glicemia logo após a ingestão de alimentos – rápida ou ultrarrápida – e entre as refeições – intermediária ou longa.

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Como fazer o cálculo de insulina por dose e diária?

Para fazer o cálculo de insulina e sua dosagem a ser ministrada a um paciente em ambiente hospitalar é necessário levar em conta alguns fatores: 

  • O tipo de seringa – geralmente usada a de 3 ml ou a de 1 ml;
  • A quantidade de insulina que deve ser ministrada ao paciente (que é passada, geralmente, em unidades).

Para realizar o cálculo de insulina, utilizamos uma regra de 3 em que:

FrascoSeringa
Prescriçãox

Normalmente, os frascos de insulina contam com 100 unidades e, nesse exemplo, utilizaremos a seringa de 3 ml, dos quais, no entanto, somente 1 ml será ocupado com o líquido e, ainda, a prescrição do médico, que foi de 25 unidades:

100 un1 ml
25 unx

Resultado:

100 * x = 25 * 1

x = 25 / 100

x = 0,25 ml

Se você tiver uma seringa de 1 ml, você iria aspirar 25 unidades de insulina. No entanto, se a seringa, conforme o exemplo, for de 3 ml, elas estará fracionada de forma diferente, em ml. Nesse caso, a quantidade aspirada será de 0,25 ml. 

Já para a dose diária, basta aplicar essa mesma lógica de cálculo para todas as dosagens que serão tomadas ao longo do dia.

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Quais os tipos de agulha para insulina?

Existem diversos tipos de seringas e agulhas para a insulina, que facilitam, inclusive, o cálculo de insulina que deve ser feito para cada dosagem que você tiver de tomar ao longo do seu dia.

O tipo mais comum é a seringa em unidades, com agulha integrada, que proporciona mais conforto para o paciente tanto para fazer o cálculo de insulina quanto para aplicá-la.

As seringas em forma de caneta também são muito interessantes para o paciente, visto que o seu êmbolo é controlado através de um sistema bastante simples que mostra as unidades de acordo com a sua rotação.

A agulha para esse tipo de seringa pode ser trocada de acordo com a preferência do paciente, uma vez que ela é completamente destacada do corpo da caneta, diferente das seringas que vimos antes, que já têm a agulha integrada ao corpo da seringa.

O que acontece se eu errar o cálculo de insulina?

Os erros no cálculo de insulina devem ser evitados a qualquer custo, pois isso representa grande risco para o paciente, seja quando a dosagem é maior, seja quando a dosagem é menor do que aquela que o paciente realmente necessita.

A fim de minimizar qualquer chance de erro, verifique alguns pontos que devem ser levados em conta no momento de fazer o cálculo de insulina:

  • Prescrição feita pelo médico;
  • Quantidade de insulina no frasco inicial;
  • Tipo de seringa que será utilizada.

Se a aplicação for feita em ambiente doméstico, recomenda-se que o paciente sempre use seringas com a marcação específica de unidades. 

Esse tipo de seringa dispensa o cálculo de insulina, uma vez que basta, apenas, verificar na própria seringa se a quantidade de insulina está de acordo com aquilo que fora solicitado pelo médico.

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Quais exercícios podem ajudar na absorção da insulina?

De acordo com um estudo realizado pela American Diabetes Association em 2012 (em inglês) identificou que os exercícios físicos são essenciais para o controle da glicemia e, ainda, para tornar equilibrada a absorção do medicamento pelo corpo.

Entre as pessoas selecionadas, foram elencados os exercícios já praticados por elas e qual a sua efetividade em relação ao melhor aproveitamento da insulina, a partir da sua aplicação.

Dentre todos, aqueles que tiveram os melhores benefícios foram os que praticavam exercícios de musculação, ao contrário do que se acreditava em relação aos exercícios aeróbicos.

Portanto, se você está buscando melhorar seus resultados em relação à aplicação de insulina, é essencial que você combine a dosagem acertada com exercícios físicos diários. 

Assim, você tira proveito de toda a insulina que tiver de tomar ao longo do seu dia a dia, melhorando seu controle glicêmico, sua saúde e, sobretudo, seu bem-estar.

Bônus: como calcular dose de insulina em cães?

O cálculo de insulina para cães deve respeitar a recomendação do seu veterinário de confiança, que é o profissional capaz de fazer a melhor avaliação clínica do seu cachorro e, assim, permitir um melhor controle da doença.

Normalmente, os cães tomam um único tipo de insulina em dois momentos do dia, que devem ser aplicadas pelo seu tutor de acordo com as recomendações também feitas pelo veterinário.

Diferente da insulina humana, no entanto, a insulina para cães tem uma forma específica de aplicação, que pode exigir agulhas um pouco diferentes daquelas que estão disponíveis para utilização humana.

Portanto, antes de iniciar o tratamento do seu cachorro é fundamental compreender a melhor forma de realizar a aplicação do medicamento e, ainda, quantas unidades deverão ser aplicadas em cada momento do dia.

De posse dessas informações, basta realizar o cálculo de insulina que apresentamos antes para ter todo o sucesso no tratamento do seu melhor amigo.

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Conclusão

Fazer o cálculo de insulina de forma correta salva vidas. 

Seja você um profissional de saúde em ambiente hospitalar ou um cuidador doméstico, é fundamental que saiba qual a melhor forma de calcular a insulina necessária para seu paciente, mesmo quando você não tiver à mão uma seringa com medição de unidades.

A insulina é essencial para que pessoas com diabetes possam viver com qualidade de vida e bem-estar, o que torna indispensável que as dosagens receitadas pelo médico sempre sejam dadas conforme o descrito e no tempo correto.

Além disso, realizar sempre o exame de glicemia capilar é essencial, sobretudo para o controle da glicemia.

2 comentários em “Cálculo de insulina de diferentes tipos: como fazer?”

  1. Paloma Almeida

    Boa noite! Qual a regra para fazer o cálculo de uma prescrição basal para uma criança DM1 de 6 anos e 23 quilos?

  2. Alexandre Malafaia

    Olá Paloma! Tudo bem? Nesses casos mais específicos, sempre orientamos nossos leitores a buscar um médico indicado para acompanhar e melhor orientar. Agradecemos por confiar e acompanhar nosso blog!

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